Costumava usar frases/trechos de músicas para definir o “quem sou eu” das redes sociais. Por vezes usei também frases de escritores conhecidos. Mas, independente do poeta ou músico, o foco era o conteúdo, que mudava com certa prioridade, de acordo com o humor, boa vontade e os fatos que aconteciam à minha volta. Mas, com já disse, o importante era o conteúdo.
-esse texto tenta dar uma introdução ou quem sabe uma explicação para o próximo.
domingo, 5 de junho de 2011
Mudaram as estações.
Longe de todas as frases clichês, eu acho saudade uma droga. E nem adianta dizer que ela serve pra nos mostrar o quanto gostamos de alguém ou de algo, ou até nos ensina a valorizar o que está longe. Não, essas frases de consolo não servem pra mim. Eu prefiria mesmo era não ter que sentir o sabor dela, da saudade. Preferiria que muitas coisas tivessem permanecido como eram, mesmo sabendo que nada é imutável e que eu me privaria de grandes experiências..
Mas, as estações mudam, tudo muda.. Mesmo que não saibamos exatamente o quê. Talvez eu tenha mudado e não tenha percebido. Aliás, eu mudei e muito. São 20 anos de constantes mudanças, transformações. São 10 anos em Teresina, em contante readaptação. Em tão pouco tempo, muita saudade. O consolo que eu tenho é que nada vai mudar o que ficou de bom nesse tempo. É que mesmo que eu sinta uma falta incrível de Recife, das pessoas de lá, da praia de boa viagem à noite com uma água de coco na mão ou das minhas tardes de domingo com a casa cheia de gente, eu sei que também tenho coisas boa pra lembrar daqui, de Teresina. Então, repenso o que falei anteriormente: algumas saudades valem a pena sentir. Só o que eu sei é que as vezes “eu fecho os olhos e vejo o lugar onde morava, quando era jovem” e que de repente 10 anos passam muito rápido e eu esqueço as coisas mais rápido ainda. Acho que meu grande medo é esquecer o quanto eu fui feliz ou pelo menos esquecer essa minha ilusão: que fui feliz lá. Eu só sei que eu me sentia livre, que eu podia ser tudo o que eu queria. E quando eu paro pra pensar, eu nunca imaginei vir morar aqui, fazer o curso que eu faço ou outra séries de coisas em minha vida. Isso também me dá medo: não importa quantos planos eu fiz antes, a maioria deles caiu por terra. O que me resta é deixar os planos de lado, pensar nas metas e esperar mais 20 anos com saúde, paz e quem sabe, com alguma sabedoria. É esperar que “os dias de cão acabem e que a felicidade me acerte como um trem nos trilhos”, que eu “deixe toda a minha angústia de lado e pare de brincar com o perdão ou de esperar que algo me salve do meu jeito antigo”.
Uma vez eu li que, quando você sai de sua terra natal, vira um cidadão sem terra ou um de todo lugar. Sendo assim, “mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está, nem desistir, nem tentar agora tanto faz, acho que estou em casa.”
E eu já amo muita coisa aqui, já amo muita saudade que tenho, muitas pessoas que conheci e conheço e que me proporcionaram e proporcionam momentos incríveis. Mesmo eu vivendo uma vida que se quer pensei um dia, eu sou ainda incrívelmente feliz. Tenho uma família maravilhosa, grandes amigos e saúde. E é isso que importa, certo?
E é essa a hora que eu paro de chorar ou escrever as minhas besteiras habituais e penso na vantagem dos 20 (?).
♪ Moça, olha só o que eu te escrevi: É preciso força pra sonhar e ver que a estrada vai além do que se vê.”
Enquanto escrevia, escutei repetidamente as músicas: Por Enquanto, When You Were Young e Dog Days Are Over, daí as referências.
Mas, as estações mudam, tudo muda.. Mesmo que não saibamos exatamente o quê. Talvez eu tenha mudado e não tenha percebido. Aliás, eu mudei e muito. São 20 anos de constantes mudanças, transformações. São 10 anos em Teresina, em contante readaptação. Em tão pouco tempo, muita saudade. O consolo que eu tenho é que nada vai mudar o que ficou de bom nesse tempo. É que mesmo que eu sinta uma falta incrível de Recife, das pessoas de lá, da praia de boa viagem à noite com uma água de coco na mão ou das minhas tardes de domingo com a casa cheia de gente, eu sei que também tenho coisas boa pra lembrar daqui, de Teresina. Então, repenso o que falei anteriormente: algumas saudades valem a pena sentir. Só o que eu sei é que as vezes “eu fecho os olhos e vejo o lugar onde morava, quando era jovem” e que de repente 10 anos passam muito rápido e eu esqueço as coisas mais rápido ainda. Acho que meu grande medo é esquecer o quanto eu fui feliz ou pelo menos esquecer essa minha ilusão: que fui feliz lá. Eu só sei que eu me sentia livre, que eu podia ser tudo o que eu queria. E quando eu paro pra pensar, eu nunca imaginei vir morar aqui, fazer o curso que eu faço ou outra séries de coisas em minha vida. Isso também me dá medo: não importa quantos planos eu fiz antes, a maioria deles caiu por terra. O que me resta é deixar os planos de lado, pensar nas metas e esperar mais 20 anos com saúde, paz e quem sabe, com alguma sabedoria. É esperar que “os dias de cão acabem e que a felicidade me acerte como um trem nos trilhos”, que eu “deixe toda a minha angústia de lado e pare de brincar com o perdão ou de esperar que algo me salve do meu jeito antigo”.
Uma vez eu li que, quando você sai de sua terra natal, vira um cidadão sem terra ou um de todo lugar. Sendo assim, “mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está, nem desistir, nem tentar agora tanto faz, acho que estou em casa.”
E eu já amo muita coisa aqui, já amo muita saudade que tenho, muitas pessoas que conheci e conheço e que me proporcionaram e proporcionam momentos incríveis. Mesmo eu vivendo uma vida que se quer pensei um dia, eu sou ainda incrívelmente feliz. Tenho uma família maravilhosa, grandes amigos e saúde. E é isso que importa, certo?
E é essa a hora que eu paro de chorar ou escrever as minhas besteiras habituais e penso na vantagem dos 20 (?).
♪ Moça, olha só o que eu te escrevi: É preciso força pra sonhar e ver que a estrada vai além do que se vê.”
Enquanto escrevia, escutei repetidamente as músicas: Por Enquanto, When You Were Young e Dog Days Are Over, daí as referências.
eu vou morrer de saudades.

Relacionamentos são superestimados. Esperamos muitas coisas, colocamos muitas esperanças em grandes sonhos, quando na verdade, o amor é algo simples. O amor é inocente, é puro e doce. Por um ano e meio tive a experiência de conviver com um amor assim. Um simples sorriso, um abraço, um beijinho. Assim é contruída a forma mais pura desse sentimento. Chegar em casa e ver um ser tão pequenininho ao pulos e falando: Tata(!) não tem preço. É literalmente um amor de criança. E agora que a “minha” pequena vai me deixar, não consigo pensar qual será minha maior saudade. Se vai ser de vê-la me chamando, ou me olhando de dizendo: “bo(r)a?” , se vai ser olhá-la abaixar a cabecinha na hora da oração ou vê-la reger algum hino ou cantar “o sábio e o tolo”. Só de pensar que não vou poder estar com ela nesses momentos, em toda semana, doi. E muito. Ela é minha boneca em tamanho ilimitado, que eu vi aos pouquinhos crescer e aumentar seu vocabulário. Biscoito vai ser pra sempre a “cocoita” e a água só tem graça de ser pedida se for repetidamente: água , água, água, água, água. Se eu pudesse, dava um hipópotamo pra ela, aliás, um hipópotmo e um cachorro e mais todos animais que ela pedisse, só pra vê-la falando repetidas vezes: popota, popota, popota, au-au, au-au, au-au. Ainda quero descobrir onde a gente para o disco furado chamado Luíza. A pequena imitadora, que com um ano e meio aprendeu a agradar. Ela sabe quando lhe faz feliz e ela gosta disso. Ela sabe que você a ama e ela ama gratuitamente. Então, eu me pergunto : “como eu posso simplesmente ver essa coisa tão pequena ir embora?” Acho que eu descobri qual vai ser a minha maior saudade: Ela me reconhecer. Ela saber que eu sou a tia Tata, que finge dormir só pra ela ir me acordar. Que fica correndo de salto alto pelos corredores da capela dizendo: “vou te pegar”! Que fica conversando com ela por horas, mesmo que talvez ela só entenda 10 por cento ou só se interesse por esses 10. Que a acha a coisa mais gostooooosa desse mundo. É, essa vai ser a minha saudade, ela me vê e na mesma hora ir ao meu encontro sabendo que eu sou eu. Eu sei que vou vê-la outras vezes, vou ver muitas fotos e saber das novas manias dela. As novas palavras. Mas, aos poucos eu serei uma estranha pra ela e é isso que dói. Lulu, eu te amo e vou sentir muita a tua falta.
♪ I need you so much closer, I need you so much closer. So come on.
Depois de 19 anos, você não o reconhece. E não é por que ele -talvez- tenha alguns fios brancos, tenha engordado ou sua pele -talvez de novo- esteja um pouco flácida. É por que ele já nao é o mesmo. Aquela afeição simples não existe mais e você se quer não consegue abraçá-lo, quanto mais tocar a sua mão. Parece mais simples e mais correto chamá-lo pelo nome ao invés da forma doce que você o chamava. Aliás, faz quanto tempo que vocês não se falam de uma forma doce? E ao passar das semanas isso parece mais difícil. É como se existisse um muro de Berlim entre vocês. Não, o muro de Berlim um dia caiu, mas, essa barreira invisível é sólida demais para ao menos parecer transponível ou quebradiça. É uma barreira alta e expessa. E só de cogitar em quebrá-la, doi. Cansa. Ainda existe a indiferença. Há 10 anos atrás, quem imaginaria que esse seria o futuro? Não saber se ele está bem, saudável ou feliz, até por que, de duas, uma: Ou você quer ferí-lo de alguma forma, nem que seja fisicamente só pra atingí-lo, ou você simplesmente não se interessa. Já não parece importante saber sobre a vida dele. E não deve ser. Até por que, ele não se importa com você, não é mesmo? E mesmo que você não queria fazer algo esperando uma troca, dessa vez, você não consegue. Isso se tornou algo tão grande e contradiotariamente tão insignificante que é difícil explicar. E estranho falar. Falar em como, depois de 19 anos você não entende o gosto musical dele, o seu modo de se vestir ou suas prioridades. Não entende em como tudo que -parecia- “sólido, se desmanchou no ar”. Não entende em como isso começou e já não faz idéia em como vai terminar. Não entende no que ele se transformou. E mesmo que ele diga: “eu sou seu pai”, você é capaz de olhar e dizer: mas, eu nao lhe reconheço. Simplesmente, não sei quem você é.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Quem sou eu..
Música, junção de letra e melodia. Silêncio, quando esse se faz necessário. Respeito, a quem merece, e a quem não merece, por educação. Voz, riso bobo, quase soluço. Ouvido atento, a quem quer ser escutado. Ombro, para quem precisar. Conselho, a quem pedir. Livros, um dos melhores amigos. Confiança. Estendo a quem conheço no momento exato. Ofereço-a gratuitamente. Quem sabe, valha a pena. Há erros que precisamos cometer e esse eu o faço com prazer. Medo, medo das mágoas, da solidão, de oferecer a outra face. Promessas, são sagradas. Não me faça se não puder cumprir. Sou do tempo que a palavra bastava e o aperto de mão selava o acordo. Acredito na verdade do olhar e na sinceridade da lágrima. Antipatizo comida, música, pessoas, com facilidade. A confiança é oferecida facilmente, mas, pode ser retirada. Protejo. Brigo e Grito por quem e com quem amo. E sou feliz por poder contar essas pessoas, com no mínimo, os dez dedos das mãos. E dos pés. E acrescento os fios de cabelo nessa contagem sempre que precisar. Dou minha vida e meu tempo pra quem merece. Gosto de pessoas verdadeiras, efusivas ou não. Gostava de planos. Hoje, gosto de metas. Gosto de pensar que a escuridão dura uma noite e a luz vem pela manhã. Conotativamente, mas, já serve. E aprendo cada vez mais sobre caminhos. Existem vários e seguir pelo estreito, faz toda a diferença.
O que se pode fazer quando se vê no meio da noite, ouvindo a mesma música várias vezes e com a idéia de estar só? Um pensamento um pouco egoísta se parar pra pensar nas pessoas que lhe querem bem, mas, um sentimento bem compreensível pra quem se sente desamparada por ver alguns alicerces caindo. Talvez, esses alicerces nem estivessem mais lá, só você que não quis ver. A realidade nem sempre é doce e o amargo quase nunca agrada, mas, não se pode fugir disso. E se o seu alicerce caiu, procure os "predeiros certos" para reconstruí-lo. Um sorriso, um ombro, uma palavra, chocolates, boa música e os temidos conselhos, trazem um bem inimaginável. Renovação. Acho que esse são alguns dos remédio pra uma noite solitária assim.
E quanto o amargo? É preciso parar, provar e, sim, se deliciar. Verdadeiramente degustar de cada mordida nesse amargo, por que, quando prova-lo novamente, vocês estará preparado e ele nem fará o mesmmo efeito. É necessário aprender com o amargo pra poder aproveitar o doce.
E quanto o amargo? É preciso parar, provar e, sim, se deliciar. Verdadeiramente degustar de cada mordida nesse amargo, por que, quando prova-lo novamente, vocês estará preparado e ele nem fará o mesmmo efeito. É necessário aprender com o amargo pra poder aproveitar o doce.
sábado, 15 de maio de 2010
a música da noite.
Passei a noite vagando de pastas em pastas de músicas do computador. Como sempre, precisava me expressar e tava procurando A música. Quando eu já tinha desistido, resolvi assistir um vídeo e, tcharám! Achei a tal. Compartilhando alguns trechos:
Lanterna dos Afogados - Paralamas do Sucesso
Quando tá escuro e ninguém te ouve, Quando chega a noite e você pode chorar, há uma luz no túnel Dos desesperados, há um cais de porto pra quem precisa chegar. Eu estou na lanterna dos afogados. Uma noite longa pra uma vida curta, mas já não me importa, Basta poder te ajudar. E são tantas marcas que já fazem parte do que eu sou agora, mas ainda sei me virar.
Lanterna dos Afogados - Paralamas do Sucesso
Quando tá escuro e ninguém te ouve, Quando chega a noite e você pode chorar, há uma luz no túnel Dos desesperados, há um cais de porto pra quem precisa chegar. Eu estou na lanterna dos afogados. Uma noite longa pra uma vida curta, mas já não me importa, Basta poder te ajudar. E são tantas marcas que já fazem parte do que eu sou agora, mas ainda sei me virar.
